Poemas

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Muro de Berlim

Me lembro quando ouvi
Palavras sinceras, mas obscuras
Como a história que eu vivi
Das noites frias e escuras
De quando aquelas paredes fortes e duras
Foram destruídas à martelos
Todos os tijolos de nossos pesadelos
Dos pensamentos mais sinceros
Até o último fio do seu cabelo

Passagens na memória, recordações
Fomos derrotados antes da vitória, por nossas ações
São tristes os resultados que conseguimos
E todos os sonhos que destruímos
Por um simples muro que construímos
O que era igual, nós dividimos

Os motivos nunca existirão, vingança
Destruíram o futuro de crianças
Não honraram suas próprias alianças
Ensinaram os passos de suas danças
De guerras e matanças
Acabaram com todas as esperanças

Agora há apenas tijolos quebrados
Manchados de sangue, imaculados
Onde muitos, um dia, tiveram seu fim
Sobre os muros de Berlim.

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